domingo, 24 de fevereiro de 2008

15/11/2005 rsrs

Champagne e Shakespeare
São teus os olhos de tempestade que anuviam meus pensamentos. Sem qualquer clareza que baste para afastar as nuvens, são tuas as tempestades de som que invadem meus sonhos e espantam demônios. É teu, e só teu, o mérito de me trazer a lírica, como se nada mais houvesse além de palavras-jóias, capazes de tranquilizar a existências dos outros ruídos do mundo. Não há tempo que baste para manter a dúvida acesa. Não há qualquer saída que ache para a vida que é outra. Não há nem mesmo amor... todo amor é fuga, lembra? E fugir é o que não quero. Peço licença a este nobre e longínquo sentimento, que não me pertence, nem mesmo me toca, para existir sem tê-lo. tarefa fácil não parece ser, mas não amar já é amar demais. Não te amo, apenas bebo de ti todo o amor do mundo. Tu não és tu, és sempre o mundo todo que cabe na chuva. Nunca me houve poesia, só ouço o que não é. Lirismo, a esta altura, ridículo me parece, mas são as bolhas catárticas saídas da pena de um grande mestre, o meu tapete mágico. Vôo para qualquer lugar onde não exista amor, para lá, nascer contigo.

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